PENSE NISSO · Episódio 1788
ATITUDE É TUDO
29 de Maio de 2026 · 5 min
Sobre o episódio
João era o tipo de homem que qualquer pessoa gostaria de conhecer. Estava sempre de bom humor e tinha sempre qualquer coisa de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como estava, a resposta era logo: “Cada dia melhor”.
Era um gerente especial. Trabalhava num restaurante. Os empregados seguiam-no em todos os restaurantes só por causa da sua atitude. Era um motivador nato. Se um colaborador tinha um mau dia, João dizia-lhe sempre para ver o lado positivo da situação.
Eu fiquei tão curioso com seu estilo de vida que, um dia, lhe perguntei:
— João, como pode ser uma pessoa tão positiva o tempo todo? Como é que você consegue isso?
E João disse:
— Cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo: “João, hoje você tem duas escolhas. Pode ficar de bom humor ou de mau humor”. E eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de mal acontece, posso escolher fazer-me de vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Escolho aprender algo. Sempre que alguém reclama, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.
Confesso que nunca mais me esqueci do que João me disse. E lembrava-me sempre dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde, soube que João cometera um erro, deixando pela manhã a porta de serviço aberta, e foi surpreendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, a mão, tremendo com o nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico, dispararam e o atingiram.
Por sorte, foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta, ainda com fragmentos de balas alojadas no corpo.
Eu o encontrei mais ou menos por acaso, passado algum tempo, e, quando lhe perguntei como estava, logo me respondeu com seu habitual ar bem-disposto:
— Ah, ótimo! Se melhorar, estraga!
Contou-me o que tinha acontecido e perguntou se eu queria ver as suas cicatrizes. Eu me recusei a ver os seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que lhe tinha passado pela cabeça na ocasião do assalto.
— A primeira coisa que pensei foi que devia ter trancado a porta dos fundos — respondeu. — Então, deitado no chão, ensanguentado, lembrei-me de que tinha duas escolhas. Poderia viver ou morrer. Eu escolhi viver.
— Mas você não teve medo? — perguntei.
— Olha, os paramédicos foram ótimos. Diziam-me que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas, quando cheguei à sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Nas expressões deles eu lia claramente: “Esse aí já era”. Decidi que tinha de fazer algo.
— E o que você fez? — perguntei.
— Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: “Sim”. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: “Sou alérgico a balas!”
Entre a risada geral, eu lhes disse:
— Eu escolho viver. Operem-me como um ser vivo, não como um morto.
João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças à sua atitude.
Aprendi que todos os dias temos a opção de viver plenamente e tomar decisões, pois serão essas atitudes que trarão benefícios agora e para a eternidade.
Atitude é tudo. É ela que determina como enfrentamos os desafios e adversidades. Podemos escolher ser vítimas das circunstâncias ou aprender com elas e crescer. Podemos deixar que o medo nos domine ou podemos enfrentá-lo com coragem e esperança.
Todos os dias, ao acordar, lembre-se da história de João. Lembre-se de que você tem o poder de escolher sua atitude. Escolha viver plenamente. Escolha ver o lado positivo. Escolha fazer a diferença.
Afinal de contas, a atitude é tudo.
Pense nisso, mas pense agora.